Sugestão: Cid
Quando lá, comer: espetinhos
Bendito boteco da galera, no coração do Portão. Já existiu um Bendito Boteco que fechou lá em 2016, existe a Bendita Izabel, e pra não confundir, esse aqui é o da galera. Pra chegar lá, o fácil é ir pela rápida do Portão sentido Portão, já chegando no Portão, simbolizado pelo shopping Ventura, antigo shopping Total, na altura do Palladium. Passando o Ventura, a próxima à direita é a Itacolomi, que é contramão. Aí surge aquela diagonal estreita muito estranha do lado direito, que parece que não vai pra lugar nenhum, é ali mesmo que tu entra. Essa diagonal, seguindo pela direita, vira a rua Itajubá. Dali uma quadra pra frente, na esquina temos a distribuidora de bebidas Skinão, impossível perder, e anexo ao Skinão é o Bendito. Uma caminhada moleza da estação tubo Itajubá, em linhas retas tortuosas.
Ali junto do Skinão
O Bendito Boteco tem um jeitão universitário assim, é perto da Unicesumar, e o fato de estar junto com uma distribuidora de bebidas muito maior em tamanho contribui para esta definição. Deram uma caprichada legal no ambiente do lugar: quadros de bebidas e carros da modinha, mesas e piso de madeira, iluminação quente meio escurinha, bandeira do nirvana, poderia ser até um bar de motoqueiro. Isso se na nossa chegada não tivesse um sertanejo lazarento em clips na TV, que deu uma esfriada nos ânimos. Quando chegamos o bar estava bem vazio, mas de forma interessante ele encheu rapidão de jovens a partir de umas 19h30, horário de gazear aula, e a música foi trocada por um roque, deus abençoe. Volume não tão alto, mas um alarido considerável no recinto. Ainda em relação ao ambiente: o salão é meio que um barraco, tanto pelo teto de lona (apesar da estrutura) quanto pela fumacêra que impõe um cheiro de gordura permanente ao lugar, não recomendo ir de vestido de festa, a noite tornará o cheiro memorável. O cheiro é causado por uma churrasqueira no meio do salão, na qual o jóvi faz os espetinhos. Mais para dentro tem um balcão num ambiente pequeno, escuro e hostil, é melhor ficar no salão principal mesmo. Completando o ambiente, um janelão de vidro que separa o boteco da rua e da distribuidora de bebidas. Boteco moderno, em essência. Parece ser um negócio familiar, do jeito que a mulher do balcão fala com o jóvi dos espetinhos, deve ser a mãe. O jóvi por sinal tem um atendimento exemplar, muito atencioso.
Entrando pela entrada principal
Ali a churrasqueira dos espetinhos, não tem muito pra onde fugir
O balcão lá dentro, garrafas salvadoras no horizonte
Cardápio de comes
Cardápio de bebes
Em relação às consumas, todas as placas apontam para os espetinhos, que são bons, consideramos nossa recomendação. Compensam as porções que não caíram no nosso gosto – frango e batata ruinzinhos, peixe OK. O pastel estava bom, não especial. Não experimentamos os sanduíches. As biritas são sofríveis – só tem chopps meia boca pilsen e de vinho, caipirinha só tinha de 51 em dobro (ressaca em dobro também), vem no copo de prástico ao contrário do que dizem os cartazes. Ainda bem que arrumaram uma garrafa de Campari para afogarmos nossas mágoas pela ausência de um etílico de qualidade. Preço universitário, mas qualidade idem, custo-benefício inferior ao que gostaríamos.
A resistência
O Bendito boteco da galera é pra levar a galera que você trombou no shopping Palladium ou convenceu de sair daquela primeira aula chata das setemeia, mas eu não levaria a namorada ou a mãe, a não ser que você tenha acabado de conhecer uma delas no terminal do Portão. Ganham pontos o atendimento do jóvi dos espetinhos e o roque no lugar do sertanejo, por mais que no meio das playlists aleatórias tenha tocado Sweet child of mine cinco (5) vezes até que o tio percebeu e avançou a faixa. Mas pesam negativamente a qualidade das biritas e o climão fumacento. Chegamos no silêncio com sertanejo ruim, passamos pela muvuca do roque, e saímos novamente no silêncio com sertanejo ruim (este durou pouco que o bar estava fechando), amostras de vários cenários pelos quais passa o cotidiano do boteco.







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