quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

#294 – Elvis – 06/11/2025

Presentes: Adolfo, Bráulio, Cabeça, Cid, Pedro-san
Sugestão: Bráulio
Quando lá, comer: shawarma

O Elvis’s (Élvizes?) Bar e Restaurante, anteriormente Élvizes Restaurante e Lanchonete, fica no Cristo Rei, na região daqueles prédios de bacana que circundam o Jardim Botânico. A rua é São José, uma das principais da região, e pra chegar ali você vai pela Affonso Camargo que é a rua do expresso que passa na frente da rodoviária até o final. No final ela vira à esquerda no Hospital Marcelino Champagnat, mais conhecido como Hospital Cajuru, e vira a própria São José. Passando dois sinaleiros, o bar/restaurante/lanchonete fica do lado esquerdo. Ali é bem pertinho da estação tubo Hospital Cajuru, então é essa a dica de transporte do dia.

Quem sabe você já tenha passado na frente, no Cristo Rei

Olhando de fora, o Elvis é um lugarzinho atraente, e o ambiente é joinha mesmo. Contempla um deque envidraçado fumê que podia ser transparente – coisa de arquitetura dos anos noventa, como diz o letreiro, desde 1999. O deque tem mesas de madeira, uma TV pra passar o jornal na hora do almoço, uma parede “viva” com trepadeiras falsas, iluminação quente que é o xquema como costumo dizer sempre, lugar agradável pra ficar. O chato é que da metade pra dentro as luzes são frias, as paredes são de cimento e inox, e o buffet do almoço tá ali vazio, dá um aspecto desagradável. O balcão não tem nenhum atraente, salgados parecem antigos, e lá no fundão o Döner Kebab tá abandonadão lá, não parece sujo mas causa uma má impressão. Dizem que se você entrar na cozinha de uma lanchonete você nunca mais come lá - o aspecto se aproxima disso, mas considero que essa cozinha não chega a traumatizar quem já passou por muito boteco estranho. Quem atende é o Salem, um árabe que não fala muito português, mas faz um esforço para tratar bem os clientes, gostamos bastante do atendimento dele. O bar tava vazio no dia, então não esperamos muito pelos pedidos, mas era o Salem que fazia tudo sozinho, então pode ser que num dia mais concorrido demore bastante.

O deque do lado de dentro
Do outro lado, uns detalhes ali
Lá dentro é mais feio, mais comercial
Balcão de lanchonete
No fundo do corredor, vai saber há quanto tempo tá esses troço ali
Porções que não tinha
Xizes e shawarmas

Se você for de noite no Elvis, não preste muita atenção no cardápio, pergunte o que tem pra comer e beber, porque tinha bem pouca opção disponível, mesmo sendo um dia normal de outubro. Não tinha frango e peixe, de porções só carne e batata, isso que a carne nem tá no cardápio. Também tinha shawarma e hambúrgueres. Aí comemos o que estava disponível, e o Salem faz tudo com tempero árabe, o que é interessante de certa forma. A batata tem pimenta árabe, a carne é o recheio do shawarma, bem estilo sírio, mais tempero que carne, chega a ficar alaranjada. O tempero era bom, mas a carne de qualidade bem baixa, daquele espeto de Kebab da foto, muita gordura e desgraça, meio seco. Pedimos o shawarma, Salem fez com carinho, não é ruim, mas sofre pela qualidade da carne e é afundado em molho de alho, azia na certa. Bráulio experimentou o X-Salada, ruinzão, hambúrguer de baixa qualidade também. De bebidas, só cervejas convencionais, mas o Salem arrumou uma garrafa de Smirnoff pra fazer caipirinha pra nós, firmeza ele. Cabeça não teve dó e pediu umas três, mas ele parecia animado no trabalho. Pessoal tomou Estrella Galícia. Quiser tem coca-cola, ou uísque com energético sem uísque. O preço foi abaixo da média, assim como a qualidade.

Enfrentaram com bravura as intempéries

Chegamos meio tarde no Elvis, e o dono seu Edson estava do lado de fora bebendo. Chega aí, ele apresentou o ambiente do lugar, totalmente vazio. Pedi uma birita, ele falou destilado? Não tem! Peraí, acho que tem uma garrafa de vodka em algum lugar, neste momento apareceu o Salem sorrindo. Esse é o chefe, disse o Edson, e Salem disse que quem era o chefe era o Edson. Salem sumiu pra dentro do bar e voltou com a garrafa de Smirnoff pra salvar a noite. Nessa hora o Edson foi pra fora e seguiu bebendo, não mais voltando ao interior do bar, mesmo porque não chegou mais cliente nenhum. Confrades foram chegando e o Salem foi dando conta das porções e shawarmas. Quando sentimos o impacto do alho, contei pra turma a história de que o alho de shawarmas de outros lugares me dava azia, que se preparassem... e no dia seguinte a turma lembrou vividamente da história. Em determinado momento chegou um grupo de árabes e ficaram conversando com Salem numa das mesas do bar, a gente já tava alimentado. Ao final da noite, quando estávamos pagando a conta, chegou um grupo de jovens que mora ali na frente, pegar uma garrafa de qualquer coisa, e comemoraram a gente estar ali animando o bar.

Resumindo, a impressão que deu foi que o lugar é um buffet de almoço pra turma que trabalha na região, e só abre à noite pra tentar receber um pouquinho mais, mas é bem desorganizadão, meio que não era pra ser um bar. O ambiente é agradável e o Salem atende muito bem, mas o lugar é largado e a comida deixa bastante a desejar. Se for pra comer no almoço, vá lá, experimente, mas pruma botecada à noite escolha outro lugar.

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