quinta-feira, 24 de setembro de 2026

#310 – Catú Bar – 02/07/2026

Presentes: Adolfo, Adriano, Bráulio, Cabeça, Cid, Pedro-san, Tanaka
Sugestão: Adolfo
Quando lá, comer: difícil dizer, muita coisa boa

O Catú fica no centro, no meio termo entre a Prudente e o São Francisco, dois polos botecários modernos de Curitiba, o chique e o furreca. Tá, se você olhar no mapa não é no meio entre os dois, mas fica no meio da rota tortuosa que você tem que tomar pra ir de um lado pro outro. O jeito mais fácil de explicar é, vindo da Praça Osório porque você vai de busão, você sobe a rua Alameda Cabral, que é a rua do Stuart. Ela vira uma subida e atravessa as principais veias do centro que se direcionam ao Bigorrilho. Passando a Martim Afonso, ela faz aquela curva pra direita que cai na Sanepar do início da Manoel Ribas. Nesta curva pra direita você desafiadoramente desobedientemente vira á esquerda na ruelinha, e o boteco é ali na esquina. É uma rua de uma quadra e meia chamada travessa Teixeira de Freitas. Pertinho da Martim Afonso e tem bastante vaga pra estacionar fácil, mas eu não disse isso, use transporte coletivo. Muitas opções nas praças dos arredores.

Esquina tranquila no centro... um lugar jóvi

A localização do bar é vantajosa demais, pois é central e não faz parte de nenhum inferninho, a rua tem pouquíssimo movimento, só o eventual caminhão de lixo coletando rejeitos. Com tempo bom colocam mesas na calçada, e este é o melhor clima pruma botecada, o clima de calçada de interior com suas ruas tranquilas. Tem um espaço dentro com algumas poucas mesas, e é muito bonitinho, um ambiente de pub clean cuidadosamente iluminado. Como a iluminação faz diferença, como costumo dizer aqui. Além de tudo traz um ar moderno, jóvi, como as donas que cuidam do lugar. Ou a dona e atendente, não lembro direito, mas é Tatiana e Bárbara, inclusive muito atenciosas, fomos muito bem tratados. A comida demora um tanto pra vir, mas acho que é influência da relação inadequada número de ogros x tamanho das porções, traz uma sensação de fome.

Lá fora... aconchegante
Lá dentro... aconchegante
A parte que importa... 1
2
Drinks caprichados
2
Pra quem não se satisfaz com nada

Os comes deste barzim são no estilo caprichado, porções pequenas pra petiscar, coisa que está em voga na modernidade. Tem muita coisa boa, e eu diria que não tem erro, pode pedir qualquer coisa que tudo é muito bom. Fica meio sem graça escrever assim, mas o que adianta dizer “tilápia, muito bom. Cogumelo, muito bom. Frango, muito bom.” Tá, relendo agora eu relembrei que tiveram uns favoritos, o frango tava muito top, bolinho de carne excelente, e o pessoal quis repetir a carne de urso que é uma onça batizada com Blumenau, traz um toque interessante. Posso falar a mesma coisa dos drinks, diferentes e equilibrados. Cervejas convencionais quebram um pouco a gastação louca que o cardápio proporciona. Resumindo, pedimos todos os itens do cardápio, pois tínhamos bastante gente; a única coisa que não foi servida foi o coração, que tinha mas acabou. O preço é o vilão das porções pequenas, porque a gente vai pra matar a fome, não pra petiscar, então nossos bolsos não gostaram do bar.

Que orgulho dessa galera!

Cheguei bem cedo no lugar, e fiquei uma hora sozinho, será que ninguém vem? Aí chegou todo mundo junto de repente, cada um vindo de um lugar, gente de Uber, gente de carro, gente de camelo. Foi na minha opinião uma das melhores experiências da confraria, um calorzinho leve, silêncio e bate papo integrado... O ambiente seria nota 11 se não liberassem um caraoquê em certo momento, e aí já sabe, rola uma irritação com aquele som amadorzão desafinado que quebra a paz da calçada. Não durou muito mais que uma hora, mas o pessoal ficou incomodado. Pra não dizer que era só desgracêra, eram dois caras (?), um cantava mal e o outro cantava bem, numa sequência tensão x relaxamento. Mas a música de fundo tava tão boa, não precisava. Fomos falando besteira alto, as meninas às vezes ouviam e davam risada, uma energia muito boa envolvendo o bar, isolando-o do mau humor das pessoas da vizinhança que talvez não estivessem conseguindo dormir por causa da baderna, mas fecha cedo, vai. 22h30 pulamos fora. Que lugar top, leve o crush, a cremosa, ou o sobrinho que está aprendendo a beber.

domingo, 6 de setembro de 2026

#309 – Nosso Bar - 18/06/2026

Presentes: Adolfo, Adriano, Cabeça, Cid, Pedro-san
Sugestão: Cabeça
Quando lá, comer: aipim, ou comida do bifê se tiver

O Nosso Bar (disclaimer: não é nosso de verdade) fica na divisa entre Vila Izabel e Portão, que é a rua Ulisses Vieira. Pra chegar lá você vai pela Arthur Bernardes na parte do canteiro sentido Portão, ali onde está tendo as obras que tanto estorvam o povo curitibano. O resultado das obras é bom, mas caralho, como obra pública demora nesta cidade, neste país, dá raiva. Pronto falei. Mas não politizemos. A Arthur Bernardes cruza a própria Ulisses Vieira, e você vira à esquerda atravessando a outra pista. Segue umas três quadras e tá ali o botecão bem no meio, do lado direito. Aguardamos que o Falcão Prateado Inter 2 seja o super veículo para acesso ao boteco.

A foto era pra ser do bar, não do Cabeça...

O Nosso Bar antigamente não era nosso, era o Meleres, visitado pela confraria em 20XX. Mas na época não tinha placa na frente, então ninguém sabia o nome do bar quando passava na frente. Agora todo mundo sabe que é Nosso. O espaço é basicamente um ambiente externo e um interno que mal dá pra perceber a divisão com as portas de loja. Do lado de fora, tambores pra apoiar o copo e o cotovelo, mesas da Skol e a mesa de sinuca, na qual houve pouco interesse nesta noite devido aos acontecimentos. Lá dentro, só cabe o balcão, poucas mesas de prástico, uma mesa redonda que é o canto do carteado, e neste dia um bifê de comidas típicas do interior. Tudo simples na essência do boteco brasileiro, neste dia decorado com capricho para a copa do mundo, bandeirinhas, imagens de IA e até uma réplica da taça Jules Rimê! Tinha TV, claro, para o Jornal do SBT, neste dia passando o jogo Catar x Canadá em que o cara quebrou a perna e ninguém sabia o que estava acontecendo. Dono atencioso atendeu a mesa com primor.

Uma visão mei que geral do bar
Mesa de sinuca, futebor e uns tambor pra se apoiar
O canto do carteado
O bifê naquele dia
Cardápio 1
Cardápio 2

Exatamente neste dia havia uma inovação na cozinha: era a primeira vez que estavam fazendo bifê pros alcoolizados noturnos. Nele, um panelão de arroz carreteiro e um panelão de dobradinha. Ou seja, pra quem não come dobradinha (mas devia) ainda tinha opção, e o pessoal certamente aproveitou (Pedro-san aproveitou mais). Por fora ainda existiam as opções de porções do bar, mas elas não receberam o foco devido e foram mal avaliadas. O aipim estava sequinho, esse o pessoal aprovou, mas a batata estava meia boca e o bolinho de carne seca estava gelado por dentro. A turma ficou com vergonha de falar que estava ruim porque o dono é JB (gente boa), mas o Adolfo falou assim mesmo só pra ele se sentir mal. Rolou uma rodada obrigatória de rollmops também. De bebes, claro, as clássicas cervejas convencionais. Tinha caipirinha generosa, mas não especial (Velho Barreiro?). O preço estava bom, como é pra ser num botecão de interior.

Os jovens do bar

E falando em interior, acontecimentos típicos de interior nesta noite. Na chegada ao bar, era impossível não notar um pequeno detalhe, um carro de ponta-cabeça bem na frente do estabelecimento. Aí rolava um burburinho, a galera levantando voltemeia pra ver a situação. Rezam os rumores que os dois primeiros guinchos recusaram a investida, e só o terceiro se aventurou a virar o carro para levá-lo embora. Climão de botecão e de copa, reproduzo aqui o que passei (eu estava em outro boteco no Brazil) e certamente inúmeros botequeiros passaram naquela noite: uma hora o Canadá x Catar parou, uma movimentação no campo, câmera sempre afastada, passou 5 minutos, a galera se perguntando o que que tá acontecendo. Passou 10 minutos, pronto, o peão morreu, só pode, a TV não tá mostrando nada. Só depois que fomos saber que o peão teve daquelas fratura que dobra a perna do lado errado, sabe? Por isso não tava tendo o replay. Mas pra quem tava considerando óbito até foi um resultado positivo. Boi apareceu nesta noitada, cada vez mais cada vez, integrando o time dos atiradores e do besteirol. O povo merece aproveitar essa alegria da integração humana.

Acontecimento da noite
Como uma boa vila do interior... os curiosos

sábado, 22 de agosto de 2026

#308 - Boteco do Peroba – 04/06/2026

Presentes: Adolfo, Adriano, Cabeça, Cid, Ciro
Sugestão: Cabeça
Quando lá, comer: torresmo

Boteco do Peroba, esse é daqueles longe hein! Pelo menos é fácil de explicar, ele fica em Santa Felicidade na Manoel Ribas, por mais que tenha existido um período que tinha dois bares com o mesmo nome na Manoel Ribas (era o Mr Hoppy, curioso/a). O Peroba fica lá pro final da Manoel Ribas, vindo do centro você passa os restaurantes turísticos que não valem a pena, a igreja e o cemitério, passa o Botega e na quadra seguinte tem uma pracinha à direita com uma descida na frente, é ali a segunda casa. Pra ir de busão a jogada é o Terminal Santa Felicidade, mas tu tem que se virar pra chegar lá.

Não sou eu ali na foto com a galera, e não é IA, é um cara do bar

O Boteco do Peroba é simplêra mas aconchegante, compreende um único salão quadrado com uma quantidade considerável de mesas de madeira. Paredes verdes com escudos de birita, teto de madeira, varais de lâmpadas, o ambiente é agradável, meio rupestre, combinando com a desembocada em Campo Magro logo ali. Na frente tem uma namoradeira para você sentar com seu véio bêbado favorito. Numa das paredes eles largam uma TV com Youtube rodando o pior do sertanejo universitário. Mas com sorte a casa estará vazia, e você pedirá o controle remoto para colocar um roque, e o cara do balcão suspirará em alívio. Não lembro dos comes e bebes terem demorado neste bar, mas a casa estava bem vazia por causa do frio.

Na frente do bar, a namoradeira, caso você esteja sozinho numa fossa é o seu lugar
Salão central visão da frente
Salão central visão de trás
O famigerado cardáps

Este boteco entrou no nosso radar pelo festival Comida de Boteco, em que seu petisco foi eleito o quinto lugar – afinal é raro passar em frente, longe para cacete. E esse é o propósito do festival mesmo, trazer à tona os bares do subúrbio. No caso, fizeram uma jogada similar ao Bar do Cláudio, viram a tendência de porções afrescalhadas no mercado e inventaram sua própria porção que destoa absolutamente do restante do cardápio simples. Pedimos o tal medalhão de pernil que obteve o quinto lugar, com bacon rúcula batata doce abacaxi (puta merda), e tava meia boca, considero que a textura tava ruim, meio mole. Foco na essência, galera, boteco é lugar de torresmo, e ainda bem que as porções simples cumprem bem o propósito neste bar. O torresmo estava bastante bom, pedimos duas porções, é a recomendação da noite. Fritas, polenta, aipim, bolinho de carne bons. Pastel de carne e queijo OK. Cervejas convencionais e pequena seleção de destilados de boteco. Caipirinha feita com Seleta, aprovado! O preço é o esperado nesta fase avançada do mundo capitalista.

A tal da noitada

Boteco longe demais o problema é que a galera subestima o perrengue pra chegar, então fiquei lá fora esperando uma hora até o primeiro coitado vir, e era o Ciro! Fazia anos que ele não surgia, ainda mais de roupão. Quando o Cabeça chegou a gente arrumou uma mesa, e aquela música desgraçada estava importunando um bar primariamente vazio. Claro que me encheu as paciência e fui pedir pra mudar a música, o cara gentilmente me cedeu o controle remoto, e aí rolou o melhor do rock clássico e grunge internacional, todos os trabalhadores do bar gostaram – o que comprova que na verdade ninguém gosta de sertanejo, todo mundo só vai na onda um do outro sem perguntar. O ambiente só ficou meio deprê quando botei o Dark Side of the Moon Live, mas vi o óbvio, que não era música de boteco, logo voltei para algo mais animado. Apareceram mais alguns clientes ali, o frio castigando quem queria se divertir. Veio o Adolfo de busão, esse fez esforço. Adriano apareceu. Batemos papo e nos atualizamos da vida do Ciro. Boa experiência na borda do mundo.

sábado, 8 de agosto de 2026

#307 - Bar do Colaço - 21/05/2026

Presentes: Adolfo, Adriano, Cabeça
Sugestão: Cabeça
Quando lá, comer: o que tiver

O Bar do Colaço fica no Arame Farpado, que é a borda do Sítio Cercado, mesmo sendo a borda já é longe pra cacete. Mas pra chegar lá é fácil de explicar: vai pela rápida do Portão sentido Portão, passa o Portão, Novo Mundo e Capão Raso, e quando passar por baixo da linha verde, a rua vira a Izaac Ferreira da Cruz. A Izaac tem um subidão e um descidão, e logo depois as pistas da esquerda viram à esquerda e as pistas da direita vão por uma diagonal. Neste ponto, em vez de pegar a diagonal, vira bem à direita. O nome da rua é Rosa Tortato, e na segunda quadra o botecão fica do lado esquerdo. E olha só, tem estação tubo Rosa Tortato, mas o vermeio é o Circular Sul, acessível a partir do Terminal do Portão.

Botecão caprichado esse

O Bar do Colaço é um botecão de vila na sua essência mais tradicional. Parede de azulejo, lâmpada fluorescente, mesa de sinuca de ficha, a decoração são as caixas de cerveja e pilhas de mesas e cadeiras da Brahma. Mas tem um capricho, as poucas mesas principais são de madeira. Dá pra dividir o boteco em três ambientes, um pequeno toldo externo para duas mesas, um lá dentro próximo ao balcão da lanchonete, e um centralizado ao redor da mesa de sinuca próximo ao balcão do pagamento (sim, tem dois balcões, o dobro das possibilidades de tomar um martelinho). Os "cozidos locais" não largam da mesa de sinuca, então pode perder as esperanças de usufruir, mas são comunicáveis e engraçaralhos. O dono é muito gente boa, como é pra ser em um boteco do interior na capital provinciana do pinhão.

Sinuca disputada essa
Mais pa dentro ali
Olha o cardápio aí no balcão da lanchonete
Doses "premium" no balcão da frente

Assim como nos botecos mais fulêros de vila, os comes se limitam aos salgados da estufinha do lado do balcão. Mas o dono foi salvador quando tirou da cartola um nuggets de frango. Fora os nuggets, coxinha, amendoim. Doces de empório - teta de nega, suspiro colorido, aquelas gelatina ruim. O que que podemos dizer, o sabor de comida de lanchonete de terminal de ônibus é padrão, você sabe o que esperar. Cervejas convencionais e biritas convencionais de boteco, como era pra ser. Caipirinha. Batida de maracujá, amendoim e a inovadora batida de milho. Preço de boteco de interior - cento e vinte pila, o preço pra uma pessoa no Batel é o preço da noitada da galera toda neste boteco.

Exploradores da noite

No maior estilo Chico Raiz, a galera tomou as especialidades da casa e fez amizade com os nativos que não largaram a mesa de sinuca. O prato da casa era pra ser o bolinho, mas não tinha - quer dizer, tinha mas acabou. O dono sentiu o desapontamento da galera e nessa hora que arrumou o nuggets, gente boníssima. Ele também contou uma anedota que tinha um véio que fornecia o rollmops pro bar, mas ele nunca mais apareceu, o dono acha que ele morreu. O Adriano sempre vem de Colombo, mas dessa vez ele reclamou mais que levou 1h20 pra chegar nesse ponto da cidade, e teve que passar por duas blitz na volta. O que sabemos é que sobreviveu. Dono parceiro botou umas doses na faixa, certamente após mendigagem do Adriano. Apesar do baixo coro e acesso remoto, não importam as intempéries, os nossos heróis botecais exploram os confins do universo.

sábado, 25 de julho de 2026

#306 - Cadillac Pub - 07/05/2026

Presentes: Adolfo, Cabeça
Sugestão: Cid
Quando lá, comer: linguiça artesanal

O Cadillac fica no... Bom Retiro ali? Na Hugo Simas, bem destacada no meio da rua a localização do bar, pertinho do Bosque Alemão. A Hugo Simas é a que liga o centro ao Parque Tingui, falando de maneira grosseira. Partindo do Museu do Olho, atrás do Palácio Iguaçu, você desce na rotatória do Confúcio, passa a Igreja Redonda, sobe e desce a Carlos Pioli, no final tem a Havan do lado direito, ali é a Hugo Simas, vira à direita. Tem um subidão e um descidão, e no final do descidão tem um módulo policial e um monumento de arte chifrudo, junto de uma pracinha. O bar é essencialmente unido à pracinha, as mesas só ficam separadas por uma gradezinha na altura da cintura. O Interbairros I é o busão mais adequado pra chegar ali, mas meio que tem que dar uma caminhada da Teffé ainda. Pode ser uma jogada você tomar uma ali quando estiver dando banda de linha Turismo, ao descer no Bosque Alemão...

Noite na praça

O Cadillac é um daqueles boteco de fim de semana à tarde, com áreas abertas agradáveis, e certamente é o período que o lugar mais bomba. Foi montado dentro de uma casa antiga, pintada de azul e rosa calcinhas para evocar as arquiteturas de Miami Beach. O ambiente mais legal mesmo é no cercadinho, que fica lotado e transborda de gente pra praça nos dias de sol. Lá dentro também é joinha, os vários ambientes da casa ainda estão separados por pilares e paredes, mas acaba que fica mais aconchegante à noite, formando pequenos ambientes para o seu grupo de botecagem. Roque bom na caixa, decoração simples, uns quadros aqui e ali com bandas e carros, combinando com o estilo do estabelecimento. Teve um período que tinha música ao vivo com frequência, mas a a dona Luciana (era?) falou que agora baixaram bastante a frequência, ainda bem. Um dos quartos é ocupado por uma mesa de sinuca, sempre ocupada quando há movimento no bar. Lá atrás tem um corredor com uma churrasqueira, que Luciana libera para quem quiser usar. Negócio familiar, a Luciana emprega a filha Vitória para tocar o estabelecimento pelo menos nas noites mais tranquilas durante a semana, e a Vitória é uma fofa, trata a gente super bem. A comida demora um pouco, mas acho que depende do dia, que como o movimento varia muito eles devem ter atendentes diferentes em períodos diferentes.

Lá fora num dia vazio
Lá dentro num dia vazio, porra Cabeça, tudo foto em pé, virou Instagrammer
Mais um quarto lá dentro, cê vê que é tudo meio parecido
Sinuca
Bar, cadê as pessoas nessas fotos
Comes
Bebes

O cardápio de comes do Cadillac é balanceado, não inventam muita gastronomia caprichada mas a variedade cumpre o papel e as porções são bem-feitas. Destaque para a linguiça artesanal no dia oficial da botecada. Também gostei bastante da porção de tilápia. Porção de pastelzinho e fritas com bacon, nada deixou a desejar. Burgers decentes. Cervejas convencionais, chopp Amstel, Campari. Pequena variedade de drinks, não chamam muito a atenção. Caipirinha boa! De forma geral, qualidade bem atraente para os insumos de boteco, com preço na média do que encontramos por aí.

Bromance

Conforme citado, é um bar de se ficar fora lagarteando num sábado à tarde de calor, o que significa que em dia de semana fica mais tranquilo, ao menos mais perto do inverno. No dia da botecada o coro estava bem baixo, era o Cabeça e o Adolfo só, e falaram que estava consideravelmente movimentado mais para o final da noite. A mesa de sinuca era por horário, então até tiveram que interromper a partida para passar o bastão (ui). A comida meio que vem do além, não enxergamos cozinha, no dia até tinha um food truck mas não era dali que a comida sai não. Fui visitar num outro dia devido às impressões boas do pessoal, e estava frio e totalmente vazio, várias porções faltando inclusive, então escolha o dia certo pra ir. Mesmo assim, pelo clima, pela música, pelo atendimento, a impressão que ficou foi boa, então recomendamos bem o boteco prum encontro com a galera.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

#305 – Gafieira – 23/04/2026

Presentes: Adolfo, Bráulio, Cabeça, Cid, Pedro-san, Tanaka
Sugestão: Adolfo
Quando lá, comer: bolinho de carne

O Gafieira fica numa das vias principais do Boqueirão, Coronel Luiz José dos Santos. Pra chegar lá tu pode ir pela Marechal Floriano e virar à direita logo depois do Black Burger que é o estabelecimento peculiar hexagonal, na ruela que não parece principal por causa do riozinho mas vira principal depois dumas 4 quadras, aí roda bem umas 10 quadras, cuida pra não virar à esquerda na Cascavel pela pista da esquerda, e logo depois da igreja fica na esquina do lado esquerdo. A outra via de acesso ao Boqueirão é a Derosso, passando a Baggio você vira à esquerda no posto Ipiranga, e vai bem umas 10 quadras também. Porra, o bar é equidistante das vias de acesso, é meio desgraçado demais pra andar do Terminal do Carmo. Se quiser baldear no Terminal do Portão e pegar o busão alimentador Terminal Hauer, para na frente. Senão te vira, pega um Uber ou arruma um motorista da rodada. Tem estacionamento, mas não use se for beber.

Parada obrigatória nesta esquina

O Gafieira é do mesmo dono do Jeremias, que está em plena expansão pela cidade, marcando presença no quinto ponto cardeal, o Boqueirão, e agora na Almirante Tamandaré (a rua, não o município) e até em Londrina. Aí quem foi no Jeremias vai reconhecer prontamente o estilo do estabelecimento e a caipirinha no pote. Lugar abertão e amplo, teto de metal, todo envidraçado, iluminadão, o estilo é legal. Mesmo a fonte do letreiro meio torta de propósito é a mesma, já dá pra desconfiar que vem da mesma fonte. O Gafieira conta com um mega salão “meio” dividido pela curva da esquina, mais um conjunto de mesas próximas ao balcão em um nível elevado, mas no fim das contas tudo faz parte do mesmo espaço. Nos fundos tem um conjunto de mesas ao relento, possivelmente pra quem queira fumar. No nosso caso, este espaço foi providencial, porque no salão tava rolando um sertanejo universitário do mais desgraçado possível em alto volume e quisemos fugir. Chato que estava uma friaca medonha, mas priorizamos o bem-estar auditivo ao conforto térmico, ainda que desse pra ouvir lá no fundo aquele som pentelho. De brinde, ganhamos um garção cativo que sofreu conosco no frio, mas meio que não adiantou: a comida demorava bastante, e a bebida dava a impressão que demorava mais ainda.

Vista de drone do salão principal
Dobrando a esquina
Subindo a escada... é meio tudo que o mesmo ambiente
Lá fora é outro ambiente
Porções
Mais porções
As famosas caipirinhas
Outros

O cardápio do Gafieira traz uma variedade legal de porções, mas a execução foi bastante aquém do desejável. Além da demora considerável, várias porções deram bem errado. Os pastéis vieram muito vazios, pouco recheio, e passaram do ponto na fritura, vieram marrons. Coração e calabresa bem ruins, esses faltaram fritar, fora do ponto, aquele gosto de gordura mal-assada/frita. Carne de qualidade inferior. Fritas aceitáveis. Torresmo estava OK. O que salvou foi a tilápia e o bolinho de carne, esses estavam bons, mas poxa. Dentre as biritas, a graça está nas caipirinhas variadas – limão siciliano foi a mais bem cotada. Mas o preço da caipirinha é pesado demais para uma birita feita com Velho Barreiro – um caso clássico de quantidade acima da qualidade, caipiras grandes a ponto de parte do pessoal parar logo na primeira e já migrar pras cervejas convencionais. No fim, o preço não compensou os pontos negativos.

Ambiente botecal saudável

Conforme dito, uma friaca do diabo naquela noite, e mesmo se a gente tivesse se submetido ao péssimo gosto musical do estabelecimento, teríamos sofrido porque o salão é amplo e todo envidraçado, a friaca permanece. Isto não é algo ruim para um dia de calor, mas era o dia errado. Ficamos lá atrás batendo papo, e conforme a turma foi chegando, foram passando fome até as comidas chegarem. E mesmo com tudo essas desgracêra negativa, o poder da socialização e boa vontade entre os homens traz alegria e satisfação. Muitas risadas, presença desejada do Tanaka que tem estado menos assíduo, mesa cheia de gente e besteira, o espírito da integração é coisa linda.