Sugestão: Adolfo
Quando lá, comer: difícil dizer, muita coisa boa
O Catú fica no centro, no meio termo entre a Prudente e o São Francisco, dois polos botecários modernos de Curitiba, o chique e o furreca. Tá, se você olhar no mapa não é no meio entre os dois, mas fica no meio da rota tortuosa que você tem que tomar pra ir de um lado pro outro. O jeito mais fácil de explicar é, vindo da Praça Osório porque você vai de busão, você sobe a rua Alameda Cabral, que é a rua do Stuart. Ela vira uma subida e atravessa as principais veias do centro que se direcionam ao Bigorrilho. Passando a Martim Afonso, ela faz aquela curva pra direita que cai na Sanepar do início da Manoel Ribas. Nesta curva pra direita você desafiadoramente desobedientemente vira á esquerda na ruelinha, e o boteco é ali na esquina. É uma rua de uma quadra e meia chamada travessa Teixeira de Freitas. Pertinho da Martim Afonso e tem bastante vaga pra estacionar fácil, mas eu não disse isso, use transporte coletivo. Muitas opções nas praças dos arredores.
Esquina tranquila no centro... um lugar jóvi
A localização do bar é vantajosa demais, pois é central e não faz parte de nenhum inferninho, a rua tem pouquíssimo movimento, só o eventual caminhão de lixo coletando rejeitos. Com tempo bom colocam mesas na calçada, e este é o melhor clima pruma botecada, o clima de calçada de interior com suas ruas tranquilas. Tem um espaço dentro com algumas poucas mesas, e é muito bonitinho, um ambiente de pub clean cuidadosamente iluminado. Como a iluminação faz diferença, como costumo dizer aqui. Além de tudo traz um ar moderno, jóvi, como as donas que cuidam do lugar. Ou a dona e atendente, não lembro direito, mas é Tatiana e Bárbara, inclusive muito atenciosas, fomos muito bem tratados. A comida demora um tanto pra vir, mas acho que é influência da relação inadequada número de ogros x tamanho das porções, traz uma sensação de fome.
Lá fora... aconchegante
Lá dentro... aconchegante
Os comes deste barzim são no estilo caprichado, porções pequenas pra petiscar, coisa que está em voga na modernidade. Tem muita coisa boa, e eu diria que não tem erro, pode pedir qualquer coisa que tudo é muito bom. Fica meio sem graça escrever assim, mas o que adianta dizer “tilápia, muito bom. Cogumelo, muito bom. Frango, muito bom.” Tá, relendo agora eu relembrei que tiveram uns favoritos, o frango tava muito top, bolinho de carne excelente, e o pessoal quis repetir a carne de urso que é uma onça batizada com Blumenau, traz um toque interessante. Posso falar a mesma coisa dos drinks, diferentes e equilibrados. Cervejas convencionais quebram um pouco a gastação louca que o cardápio proporciona. Resumindo, pedimos todos os itens do cardápio, pois tínhamos bastante gente; a única coisa que não foi servida foi o coração, que tinha mas acabou. O preço é o vilão das porções pequenas, porque a gente vai pra matar a fome, não pra petiscar, então nossos bolsos não gostaram do bar.
Que orgulho dessa galera!
Cheguei bem cedo no lugar, e fiquei uma hora sozinho, será que ninguém vem? Aí chegou todo mundo junto de repente, cada um vindo de um lugar, gente de Uber, gente de carro, gente de camelo. Foi na minha opinião uma das melhores experiências da confraria, um calorzinho leve, silêncio e bate papo integrado... O ambiente seria nota 11 se não liberassem um caraoquê em certo momento, e aí já sabe, rola uma irritação com aquele som amadorzão desafinado que quebra a paz da calçada. Não durou muito mais que uma hora, mas o pessoal ficou incomodado. Pra não dizer que era só desgracêra, eram dois caras (?), um cantava mal e o outro cantava bem, numa sequência tensão x relaxamento. Mas a música de fundo tava tão boa, não precisava. Fomos falando besteira alto, as meninas às vezes ouviam e davam risada, uma energia muito boa envolvendo o bar, isolando-o do mau humor das pessoas da vizinhança que talvez não estivessem conseguindo dormir por causa da baderna, mas fecha cedo, vai. 22h30 pulamos fora. Que lugar top, leve o crush, a cremosa, ou o sobrinho que está aprendendo a beber.









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