sábado, 22 de agosto de 2026

#308 - Boteco do Peroba – 04/06/2026

Presentes: Adolfo, Adriano, Cabeça, Cid, Ciro
Sugestão: Cabeça
Quando lá, comer: torresmo

Boteco do Peroba, esse é daqueles longe hein! Pelo menos é fácil de explicar, ele fica em Santa Felicidade na Manoel Ribas, por mais que tenha existido um período que tinha dois bares com o mesmo nome na Manoel Ribas (era o Mr Hoppy, curioso/a). O Peroba fica lá pro final da Manoel Ribas, vindo do centro você passa os restaurantes turísticos que não valem a pena, a igreja e o cemitério, passa o Botega e na quadra seguinte tem uma pracinha à direita com uma descida na frente, é ali a segunda casa. Pra ir de busão a jogada é o Terminal Santa Felicidade, mas tu tem que se virar pra chegar lá.

Não sou eu ali na foto com a galera, e não é IA, é um cara do bar

O Boteco do Peroba é simplêra mas aconchegante, compreende um único salão quadrado com uma quantidade considerável de mesas de madeira. Paredes verdes com escudos de birita, teto de madeira, varais de lâmpadas, o ambiente é agradável, meio rupestre, combinando com a desembocada em Campo Magro logo ali. Na frente tem uma namoradeira para você sentar com seu véio bêbado favorito. Numa das paredes eles largam uma TV com Youtube rodando o pior do sertanejo universitário. Mas com sorte a casa estará vazia, e você pedirá o controle remoto para colocar um roque, e o cara do balcão suspirará em alívio. Não lembro dos comes e bebes terem demorado neste bar, mas a casa estava bem vazia por causa do frio.

Na frente do bar, a namoradeira, caso você esteja sozinho numa fossa é o seu lugar
Salão central visão da frente
Salão central visão de trás
O famigerado cardáps

Este boteco entrou no nosso radar pelo festival Comida de Boteco, em que seu petisco foi eleito o quinto lugar – afinal é raro passar em frente, longe para cacete. E esse é o propósito do festival mesmo, trazer à tona os bares do subúrbio. No caso, fizeram uma jogada similar ao Bar do Cláudio, viram a tendência de porções afrescalhadas no mercado e inventaram sua própria porção que destoa absolutamente do restante do cardápio simples. Pedimos o tal medalhão de pernil que obteve o quinto lugar, com bacon rúcula batata doce abacaxi (puta merda), e tava meia boca, considero que a textura tava ruim, meio mole. Foco na essência, galera, boteco é lugar de torresmo, e ainda bem que as porções simples cumprem bem o propósito neste bar. O torresmo estava bastante bom, pedimos duas porções, é a recomendação da noite. Fritas, polenta, aipim, bolinho de carne bons. Pastel de carne e queijo OK. Cervejas convencionais e pequena seleção de destilados de boteco. Caipirinha feita com Seleta, aprovado! O preço é o esperado nesta fase avançada do mundo capitalista.

A tal da noitada

Boteco longe demais o problema é que a galera subestima o perrengue pra chegar, então fiquei lá fora esperando uma hora até o primeiro coitado vir, e era o Ciro! Fazia anos que ele não surgia, ainda mais de roupão. Quando o Cabeça chegou a gente arrumou uma mesa, e aquela música desgraçada estava importunando um bar primariamente vazio. Claro que me encheu as paciência e fui pedir pra mudar a música, o cara gentilmente me cedeu o controle remoto, e aí rolou o melhor do rock clássico e grunge internacional, todos os trabalhadores do bar gostaram – o que comprova que na verdade ninguém gosta de sertanejo, todo mundo só vai na onda um do outro sem perguntar. O ambiente só ficou meio deprê quando botei o Dark Side of the Moon Live, mas vi o óbvio, que não era música de boteco, logo voltei para algo mais animado. Apareceram mais alguns clientes ali, o frio castigando quem queria se divertir. Veio o Adolfo de busão, esse fez esforço. Adriano apareceu. Batemos papo e nos atualizamos da vida do Ciro. Boa experiência na borda do mundo.

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