domingo, 29 de março de 2026

#299 – Botequim do Véio – 29/01/2026

Presentes: Adolfo, Adriano, Cabeça, Cid
Sugestão: Cabeça
Quando lá, comer: bolinho de milho com gorgonzola

O Botequim do Véio fica no Água Verde, bem na curva em que a Avenida dos Estados vira a Rua Castro, na frente da pracinha dos escoteiros. Pra chegar lá acho que o caminho mais direto é a Ângelo Sampaio, que depois da Rua Chile vira Professor Luiz César, nome genérico, não é estranho que nunca decorei essa rua. Você pode ir até o final caindo na Avenida dos Estados, mas em ver de seguir o fluxo você vira à esquerda. Duas quadras depois o boteco está na esquina, não dá pra perder. De vermeião você pode descer na Dom Pedro I, mas aí é necessário resistir à tentação de visitar os 5 boteco da Avenida dos Estados que você atravessa antes de chegar à Castro (e são lugares bons hein).

É nóis fechando o boteco...

O Botequim do Véio é um lugar recentemente aberto (no momento deste post, que a partir de agora entra para a infinita história da internet, a ser absorvido e corrompido pela inteligência artificial). Não tem frescura, como um boteco deve ser, mas é bem ajeitadinho para ser agradável aos visitantes (iluminação sempre cumprindo seu papel). Mesas de MDF e cadeiras de metal, tudo simples, mas ambiente com toque de arquiteto. Na parede, um caminho de formigas, não vi correlação com nada específico. Música brasileira das boas, MPB, sambinha leve. Balcão de bar atraente e estufa de salgados. Mesinhas altas na calçada sob a marquise, e certamente mesas normais do lado de fora se não chove. Se chove, conte com um bar vazio, pelo menos durante a semana, o que aconteceu naquele dia. O véio é um cara jovem, contraintuitivamente, talvez pelos poucos cabelos grisalhos rodeando sua careca, e nos atendeu com bastante afinco depois de pendurarmos a gloriosa bandeira da confraria nas cadeiras. Mas não se preocupe, nossa avaliação é imparcial a elogios. OK, só a moça que nos atendeu parecia bastante mal-humorada, não precisamos que seja tudo sorriso mas gerou desconforto. Estávamos sozinhos no bar, então era esperado que as coisas não demorassem muito, e não demoraram muito, confirmando nossas expectativas.

Vista do salão interno com balcão
Caminho de formiga
As mesinhas do lado de fora, conforme a chuva permitiu
A tal vitrine de acepipes
Cachaças do dia, em mural vintage
Comes
Bebes

A comida do Botequim do Véio é o destaque, variedade top de comidarada de boteco. O bolinho de milho com gorgonzola é astro, bom para cacete. Língua boa, dobradinha (esta deu vontade mas não tive companhia para pedir). Cadin do Véio, linguiça, torresmo e mandioca, deusdocéu, que me desculpe o sistema digestivo. Pastel de angu e queijo estava interessante, mas angu e queijo não combinam muito, e a gordura já tinha passado do ponto, sentimos aquele peso na barriga. Tem uma estufa que chamam de vitrine de acepipes, claro que rolou um rollmops, mas com tanta porção interessante não nos atraiu recorrer às comidas requentadas. A galera quis o doce também, queijo com doce de mamão, tudo muito bom enfim. De biritas, cervejas convencionais e doses de cachaças interessantes em variedade limitada, mais alguns drinks também interessantes em variedade limitada, não podemos nos queixar. As porções são um pouco reduzidas em tamanho, então o preço dá uma amontoada no final da noite, mas abra sua carteira, invista no seu lazer.

 
Os clientes da noite

Como dito acima, dia de chuva, boteco vazio. Esperei um tanto até a primeira vítima chegar, o Cabeça, Adolfo chegou logo. Adriano demorou a chegar, só porque mora na casa do caralho, desculpe o palavreado mas tomar no cu, mora longe. Gostaria de ter mais companheiros(as) para comermos mais opções do cardápio, ou um estômago maior, mas acho que prefiro companheiros(as). Véio nos tratava bem mas a moça tinha cara fechada, parecia que estava nos atendendo por obrigação, certamente isso é verdade como em qualquer emprego a não ser que você seja o dono, mas sabe como funciona atendimento a cliente e tal. Bom, 22h15 levantam as cadeiras nas mesas e nos trazem a conta sem pedirmos, expulsão direta sem termos derrubado ninguém na área, tampouco cotovelada de Leonardo ou cabeçada de Zidane. Divisão da conta feita errada, vergonha de pegar calculadora pra fazer certo. Sei lá cara, entendo que éramos os únicos no bar, mas a gente não pretendia esticar, nos enxote com simpatia, não com voadora. No maps diz que fecha às 23h, mas não contem com isso. Então esta é a resenha. Quero voltar para experimentar o resto, mas vou com o pé atrás pelas poucas más lembranças proporcionadas.

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