Sugestão: Cid
Quando lá, comer: bolinho de linguiça
O Botequim do Dinei fica em Campo Largo, mas não se impressione tanto com a distância, calma aí! Meia horinha do Barigui tu tá lá. Pegue a 277 sentido Ponta Grossa (claro), e na entrada principal de Campo Largo tu faz a barboleta e entra na cidade via ladeirão. Segue reto passando as pequenas indústrias e a prefeitura, e depois da rotatória ou redondo segundo os catarinas, ainda segue reto. Não se encante com a praça, que dá vontade de virar nela mesmo, vai mais um pouco e depois do posto Concha, primeira à direita. Benedito Soares Pinto a rua. Nela segue umas dez quadras, você vai ver o centro crescer e diminuir, a cidade acha que vai urbanizar mas volta a ser novamente uma Villa. Passando a distribuidora de gás e chegando a um outro posto de novo, vira à direita, João Batista Vallões o nome da rua. O boteco está na próxima esquina, esquina com a Avenida Centenário que visitamos no boteco nº 100 e repetimos com o boteco nº 300.
Chegamos à marca de 300 botecos, senhoras e senhores. Como dizem os véios, sempre falo que no meu tempo eu achava que depois do cinquentésimo boteco teria tudo acabado e a gente teria que ir pros boteco de vila, mas a cidade é muito maior que eu imaginava, veja onde chegamos: estamos indo num boteco de vila fora da cidade. Zuêras à parte, agora praticamente sendo uma tradição, quando temos um boteco de número redondo como 100, 200, 300 ou 175, nos vemos forçados a ir além de onde a vista alcança, onde os ônibus não são vermeio ou amarelo. Dentre as propostas de Araucária, Lapa, Campo Largo, o que acabou encantando os confrades foi o carisma de um gordo barbudo no insta, e a votação nos trouxe novamente à Avenida Centenário de Campo Largo. Sério, olhe o insta do boteco e veja se não dá vontade de ir lá. É muito atraente e barato, não é pu Sílvio, queremos o tira-teima! Então pegamos a nossa outra quinta-feira de sempre e marcamos um encontro atrapalhado no meque da Vestefalen, em que só o kombão foi de carro e demais confrades foram de carros e ônibus não próprios, devia ter marcado num lugar menos movimentado. 5 peão se encontraram neste ponto e coletaram o 6º na região do Barigui, rumo à região metropolitana norte da capital do Pinhão, em um glorioso motor watercooled flex de Fox embalado numa caixa de sapato.
Não tirei foto da Kombi neste dia. Acredita? Vou ver se alguém tirou
O Botequim do Dinei tem um astral botequim, mas busca um nível extra de conforto para agradar os nativos campolarguenses, então o ambiente é caprichadinho. Numa esquina que parece que era uma casa antiga de grande área, temos um ambiente aconchegante na entrada, junto à cozinha e ao balcão. Parede de tijolinho, plantas que deixam dúvida se são de verdade, mesas de madeira preta, puta lugar top. Transbordando em popularidade, abriram um salão no andar de baixo, também muito ajeitadinho com balcão auxiliar e itens vintage da modinha, e ainda compraram o terreno ao lado pra montar uma churrasqueira e um parquinho pras crionça se distraírem enquanto o pai toma todas. Cabe bastante gente, soma umas 30 mesas de em média 6 pessoas, o que dá 180 segundo a matemática básica, operador multiplicação. Existe um certo culto à personalidade do Dinei, como ocorre com personalidades carismáticas da televisão, igrejas e políticos populistas, sua silhueta figurando nos cardápios e paredes. Havia baixa expectativa dele estar presente nesta noite tão importante, e realmente ele não apareceu. Nos contentamos com uma versão dele feita em IA pelo cabeça no celular, transcrevo-a abaixo. Naquela noite de fevereiro, um calor do demônio, tá faltando um ventiladorzão lá embaixo Dinei! Uma puta JBL a todo volume, a praga do século, do tamanho de uma lixeira de clube, aquelas que até tem pegador e rodinha tipo um carrinho de transportar geladeira. Soltando um pagode desgraçado a noite toda, as mesas tendo que gritar acima da música, uma zona, ponto negativo para o bar. A quantidade de atendentes é considerável, só é meio difícil fazer os pedidos com todo o alarido. Agora, a partir do pedido, caralho, como que as frituras chegam tão rápido? É como se a cozinha tivesse adivinhado o que a gente queria. Só o burger do Tanana demorou, de resto é vapt vupt (essa é das antiga). Tratamento OK, os próprios atendentes vão ficando estressados com o barulho.
Entrando pela frente você vê o balcão assim
Vendo a entrada do balcão...
Descendo a escada, calor da porra
Outra vista do mesmo lugar, nóis no cantinho
Quiser trazer as cria, tem espaço pra largar
Comes I
Comes II
Comes III
Bebes I
Bebes II
Diz aí, o desenho do cardápio é muito mais fiel ao Dinei de IA do que o Dinei original
O cardápio do botequim é certamente muito interessante, uma boa variedade de porções que só um bar de grande porte aguenta sustentar. Só fritura e desgraça, o coração da comida de boteco. Comemos bolinhos, destacando-se o de linguiça, muito top. Tilápia, fritas com costela desfiada, coisa fina. Bolinho de queijo, alcatra na mostarda bons (este demorou um pouco mais). Mandioca estava meia boca, aqueles bolinho de mandioca pré-macetado em vez de aipim de verdade sabe? De bebes, chopes barateza em caneco congelado, um dos grandes atrativos do boteco, meia boca mas cumpriram o propósito. Dentre eles, o grande astro, por incrível que pareça, era o chopp de vinho rosê, caindo no gosto dos confrades talvez pela refrescância em meio ao calor endiabrado, saindo em várias unidades. Drinks foram pouco pedidos, a maioria era drinque clássico piorado pela qualidade da matéria prima. Em relação às biritas, um adendo negativo foi o gin, que para os drinques usavam Seagers mas nas prateleiras a gente via Hambre e Tanqueray, para quê escondem o jogo? Um adendo semi-positivo são as cachaças do cardápio, que eles classificam de tradicional a super premium de forma muito acertada, as marcas muito bem encaixadas em suas categorias – só era semi-positivo porque o preço não era muito positivo. Mesmo assim, de forma geral o preço foi legal, puxado pra baixo pelo preço dos chopps.
A galera que dá orgulho no pai
Bebedores da távola quadrada 300º
Resumo do bar, só das lembranças que ficaram: ambiente bonito, variedade de comes legal, chope barato; música alta desgracenta e calor do diabo deram uma estragada. Bom pra fazer um happy hour se você for campo-larguense, mas sendo curitiboca, existem lugares mais interessantes mais perto – mais botecáveis, de comida melhor, de drinks mais top, e às vezes tudo ao mesmo tempo.














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