Sugestão: Adolfo
Quando lá, comer: bolinho de gorgonzola
O Bar do Pilim é facilmente acessível, fica na Brigadeiro Franco logo após a esquina com Saldanha Marinho, vizinho do Chinchu e Botanique/Negrita. Estaciona na frente após 20h, mas costuma ficar cheio na região por causa da proximidade da Prudente de Morais, atual inferninho badalado de barzinho da cidade. Curitibanos estão tendo um gosto de como são algumas regiões de São Paulo e Rio de Janeiro, em que você cruza bairros inteiros sem uma puta vaga pra estacionar. Isto é só mais um motivo para você usar o maravilhoso sistema de transporte público de Curitiba, charmosas estações tubo, descendo na muito prática estação ahn... Visconde de Nácar e andando em sentido contrário na Saldanha Marinho para chegar ao boteco.
Com certeza tu já passou ali...
O Bar do Pilim é bastante amplo, fica numa casa que parece tombada (mas em pé) com um espaço aberto na lateral, uma cobertura tipo teto de prástico no fundo. São dois ambientes principais, um do larguíssimo balcão de fórmica para os bebedores solteiros solitários se sentirem ainda mais solitários, e um pátio com mesas espalhadas na lateral com uma luz amarelada que após passar várias vezes na frente, torna-se característica do lugar e traz um certo aconchego. O aconchego é bem-vindo, porque as paredes são num estilo industrial de concreto armado exposto que traria até um ar de desleixo se você não soubesse que é de propósito. Na frente tem um corredor de mesas singulares limitadas por uma grade, e tem uma saleta meio claustrofóbica no fundo com uma mesa de sinuca. O lugar é bem legal de ficar, música boa tipo grunge e roque anos 90 e 80, pops inocentes, volume um pouco alto mas damos desconto porque é boa. O boteco tava vazio (como é de costume) e os atendentes vêm rápido, jovens simpáticos atenciosos (falei que nem véio agora). A comida demora normal, nem pouco nem muito, drinks vêm rápido.
As mesas que você vê da rua
O balcão e seus clientes solitários
Acesso lateral ao balcão
O ambiente lateral
Mesa de sinuca mocadinha no fundo
Cardápio em página única dupla
O cardápio do boteco é bem interessante, não chega a ter uma variedade espetacular mas é muito mais que o suficiente para o objetivo de botecar: somente porções, beras e drinks. Dentre as porções, destaque para o marvadíssimo bolinho de mussarela recheado com gorgonzola (sempre escreverei mussarela com 2 “s”, o certo é errado). Frango com geléia de pimenta muito top. Carne de onça bem boa. Bolinhos de carne e costela – as porções de bolinho são bem boas mas pequenas, algumas tivemos que pedir de duas. Torresmo OK. Não tinha língua, sofri – pedimos moela na cerveja preta e não gostei muito do molho, melhor seria de tomate. Batata boa. De biritas, chopp Brahma, cervejas clássicas. Cachaças Bassi, excelente escolha, acessível, nativo do Paraná e de ótima qualidade, ao contrário do Bacco horroroso que domina o mercado (opinião própria impessoal). A carta de drinks é extremamente atraente, misturas criativas, ingredientes locais, irreverente, coisa de criador de drink estudado. Chato é que quando você pede... não vou dizer que os drinks são ruins ou mal executados, mas é tudo amarelo e azedo. Necessário equilibrar um pouco mais os ingredientes, talvez? Colocar mais xarope simples, potencializar ingredientes amargos? Sei lá, eu só sou bebedor profissional, não sei direito fazer. Preço é bom! Claro, porções pequenas acumulam o preço, mas pra região tá top.
A galera no gás... ainda bem que ninguém fuma
Pegamos estrategicamente a mesa ali na borda do teto de prástico, tu foge do sereno, condições ideais de botecagem, um vento mei forte trazendo chuva de madrugada (essa era a esperança...). Porra, puta lugar agradável, bons comes e bebes, e o que chama mais a atenção é o lugar estar sempre vazio quando você olha da rua, nota bem baixa no Google Maps, não faz sentido. Talvez durante o almoço o lugar se sustenta? Mas aí o Adriano trouxe uma informação extra: quando você olha os comentários, a turma fala que presenciou mais de uma vez o dono maltratando os funcionários. Então parece que é um tipo de boicote a chefe ruim, quem não se identificaria? Mais pro final da noitada, a música excelente supracitada se converteu a um sertanejo universitário lazarento de horrível, já estava num horário um pouco avançado, então aproveitamos pra nos mandar logo. Já que fomos os grandes patrocinadores da noite, os atendentes nos serviram uma saideira de cachaça infusionada, aplausos pra eles, fomos muito bem tratados. Quando perguntamos por que a música tinha piorado tanto de repente, eles falaram que no fim da noite o chefe sai de onde está (faculdade sei lá) e costuma dar uma espiada no bar, e que ele exige que esteja tocando música ruim porque “é um bar de samba”.
Então tivemos uma história pra contar no blog. Nossa experiência foi ótima, coincidiu com um período que o dono do bar não estava presente, mas o que vale foi o que presenciamos, e aprovamos a botecada.








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