domingo, 6 de setembro de 2026

#309 – Nosso Bar - 18/06/2026

Presentes: Adolfo, Adriano, Cabeça, Cid, Pedro-san
Sugestão: Cabeça
Quando lá, comer: aipim, ou comida do bifê se tiver

O Nosso Bar (disclaimer: não é nosso de verdade) fica na divisa entre Vila Izabel e Portão, que é a rua Ulisses Vieira. Pra chegar lá você vai pela Arthur Bernardes na parte do canteiro sentido Portão, ali onde está tendo as obras que tanto estorvam o povo curitibano. O resultado das obras é bom, mas caralho, como obra pública demora nesta cidade, neste país, dá raiva. Pronto falei. Mas não politizemos. A Arthur Bernardes cruza a própria Ulisses Vieira, e você vira à esquerda atravessando a outra pista. Segue umas três quadras e tá ali o botecão bem no meio, do lado direito. Aguardamos que o Falcão Prateado Inter 2 seja o super veículo para acesso ao boteco.

A foto era pra ser do bar, não do Cabeça...

O Nosso Bar antigamente não era nosso, era o Meleres, visitado pela confraria em 20XX. Mas na época não tinha placa na frente, então ninguém sabia o nome do bar quando passava na frente. Agora todo mundo sabe que é Nosso. O espaço é basicamente um ambiente externo e um interno que mal dá pra perceber a divisão com as portas de loja. Do lado de fora, tambores pra apoiar o copo e o cotovelo, mesas da Skol e a mesa de sinuca, na qual houve pouco interesse nesta noite devido aos acontecimentos. Lá dentro, só cabe o balcão, poucas mesas de prástico, uma mesa redonda que é o canto do carteado, e neste dia um bifê de comidas típicas do interior. Tudo simples na essência do boteco brasileiro, neste dia decorado com capricho para a copa do mundo, bandeirinhas, imagens de IA e até uma réplica da taça Jules Rimê! Tinha TV, claro, para o Jornal do SBT, neste dia passando o jogo Catar x Canadá em que o cara quebrou a perna e ninguém sabia o que estava acontecendo. Dono atencioso atendeu a mesa com primor.

Uma visão mei que geral do bar
Mesa de sinuca, futebor e uns tambor pra se apoiar
O canto do carteado
O bifê naquele dia
Cardápio 1
Cardápio 2

Exatamente neste dia havia uma inovação na cozinha: era a primeira vez que estavam fazendo bifê pros alcoolizados noturnos. Nele, um panelão de arroz carreteiro e um panelão de dobradinha. Ou seja, pra quem não come dobradinha (mas devia) ainda tinha opção, e o pessoal certamente aproveitou (Pedro-san aproveitou mais). Por fora ainda existiam as opções de porções do bar, mas elas não receberam o foco devido e foram mal avaliadas. O aipim estava sequinho, esse o pessoal aprovou, mas a batata estava meia boca e o bolinho de carne seca estava gelado por dentro. A turma ficou com vergonha de falar que estava ruim porque o dono é JB (gente boa), mas o Adolfo falou assim mesmo só pra ele se sentir mal. Rolou uma rodada obrigatória de rollmops também. De bebes, claro, as clássicas cervejas convencionais. Tinha caipirinha generosa, mas não especial (Velho Barreiro?). O preço estava bom, como é pra ser num botecão de interior.

Os jovens do bar

E falando em interior, acontecimentos típicos de interior nesta noite. Na chegada ao bar, era impossível não notar um pequeno detalhe, um carro de ponta-cabeça bem na frente do estabelecimento. Aí rolava um burburinho, a galera levantando voltemeia pra ver a situação. Rezam os rumores que os dois primeiros guinchos recusaram a investida, e só o terceiro se aventurou a virar o carro para levá-lo embora. Climão de botecão e de copa, reproduzo aqui o que passei (eu estava em outro boteco no Brazil) e certamente inúmeros botequeiros passaram naquela noite: uma hora o Canadá x Catar parou, uma movimentação no campo, câmera sempre afastada, passou 5 minutos, a galera se perguntando o que que tá acontecendo. Passou 10 minutos, pronto, o peão morreu, só pode, a TV não tá mostrando nada. Só depois que fomos saber que o peão teve daquelas fratura que dobra a perna do lado errado, sabe? Por isso não tava tendo o replay. Mas pra quem tava considerando óbito até foi um resultado positivo. Boi apareceu nesta noitada, cada vez mais cada vez, integrando o time dos atiradores e do besteirol. O povo merece aproveitar essa alegria da integração humana.

Acontecimento da noite
Como uma boa vila do interior... os curiosos

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