Sugestão: Adolfo
Quando lá, comer: bolinho de carne
O Gafieira fica numa das vias principais do Boqueirão, Coronel Luiz José dos Santos. Pra chegar lá tu pode ir pela Marechal Floriano e virar à direita logo depois do Black Burger que é o estabelecimento peculiar hexagonal, na ruela que não parece principal por causa do riozinho mas vira principal depois dumas 4 quadras, aí roda bem umas 10 quadras, cuida pra não virar à esquerda na Cascavel pela pista da esquerda, e logo depois da igreja fica na esquina do lado esquerdo. A outra via de acesso ao Boqueirão é a Derosso, passando a Baggio você vira à esquerda no posto Ipiranga, e vai bem umas 10 quadras também. Porra, o bar é equidistante das vias de acesso, é meio desgraçado demais pra andar do Terminal do Carmo. Se quiser baldear no Terminal do Portão e pegar o busão alimentador Terminal Hauer, para na frente. Senão te vira, pega um Uber ou arruma um motorista da rodada. Tem estacionamento, mas não use se for beber.
Parada obrigatória nesta esquina
O Gafieira é do mesmo dono do Jeremias, que está em plena expansão pela cidade, marcando presença no quinto ponto cardeal, o Boqueirão, e agora na Almirante Tamandaré (a rua, não o município) e até em Londrina. Aí quem foi no Jeremias vai reconhecer prontamente o estilo do estabelecimento e a caipirinha no pote. Lugar abertão e amplo, teto de metal, todo envidraçado, iluminadão, o estilo é legal. Mesmo a fonte do letreiro meio torta de propósito é a mesma, já dá pra desconfiar que vem da mesma fonte. O Gafieira conta com um mega salão “meio” dividido pela curva da esquina, mais um conjunto de mesas próximas ao balcão em um nível elevado, mas no fim das contas tudo faz parte do mesmo espaço. Nos fundos tem um conjunto de mesas ao relento, possivelmente pra quem queira fumar. No nosso caso, este espaço foi providencial, porque no salão tava rolando um sertanejo universitário do mais desgraçado possível em alto volume e quisemos fugir. Chato que estava uma friaca medonha, mas priorizamos o bem-estar auditivo ao conforto térmico, ainda que desse pra ouvir lá no fundo aquele som pentelho. De brinde, ganhamos um garção cativo que sofreu conosco no frio, mas meio que não adiantou: a comida demorava bastante, e a bebida dava a impressão que demorava mais ainda.
Vista de drone do salão principal
Dobrando a esquina
Subindo a escada... é tudo que o mesmo ambiente
Lá fora é outro ambiente
Porções
Mais porções
As famosas caipirinhas
Outros
O cardápio do Gafieira traz uma variedade legal de porções, mas a execução foi bastante aquém do desejável. Além da demora considerável, várias porções deram bem errado. Os pastéis vieram muito vazios, pouco recheio, e passaram do ponto na fritura, vieram marrons. Coração e calabresa bem ruins, esses faltaram fritar, fora do ponto, aquele gosto de gordura mal-assada/frita. Carne de qualidade inferior. Fritas aceitáveis. Torresmo estava OK. O que salvou foi a tilápia e o bolinho de carne, esses estavam bons, mas poxa. Dentre as biritas, a graça está nas caipirinhas variadas – limão siciliano foi a mais bem cotada. Mas o preço da caipirinha é pesado demais para uma birita feita com Velho Barreiro – um caso clássico de quantidade acima da qualidade, caipiras grandes a ponto de parte do pessoal parar logo na primeira e já migrar pras cervejas convencionais. No fim, o preço não compensou os pontos negativos.
Ambiente botecal saudável
Conforme dito, uma friaca do diabo naquela noite, e mesmo se a gente tivesse se submetido ao péssimo gosto musical do estabelecimento, teríamos sofrido porque o salão é amplo e todo envidraçado, a friaca permanece. Isto não é algo ruim para um dia de calor, mas era o dia errado. Ficamos lá atrás batendo papo, e conforme a turma foi chegando, foram passando fome até as comidas chegarem. E mesmo com tudo essas desgracêra negativa, o poder da socialização e boa vontade entre os homens traz alegria e satisfação. Muitas risadas, presença desejada do Tanaka que tem estado menos assíduo, mesa cheia de gente e besteira, o espírito da integração é coisa linda.










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